UMA BREVE ANÁLISE DOS DOIS PRINCIPAIS INDICADORES DAS CINCO MAIORES EMPRESAS DO BRASIL NOS ÚLTIMOS QUATRO ANOS

11/09/2018 11h17 - Por: Paulo Francisco Monteiro Galvão Júnior
 
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Ana Carolina Carvalho de Lemos

Gabryella Andrezza Paschoal da Nóbrega

Paulo Francisco Monteiro Galvão Júnior

Resumo: O presente artigo analisa os dois principais indicadores das cinco maiores empresas do Brasil nos últimos quatro anos. É possível realizar um estudo do ranking das empresas citadas como as 500 maiores do Brasil, nas edições especiais da revista EXAME MELHORES E MAIORES, entre 2014 e 2017, para verificar o crescimento das cinco maiores empresas e entender sua colaboração no crescimento da economia brasileira.As empresas expuseram seus indicadores para a conceituada revista, sua solidez financeira, o que será enriquecedor para o entendimento do desenvolvimento do mercado nacional como também do mercado mundial. Nas considerações finais, considera-se um momento econômico, político, social e ambiental muito sombrio no Brasil, por isso, aumentará a responsabilidade dos atuais e futuros administradores de todo o País para planejar, organizar, dirigir e controlar uma nação emergente em plena Indústria 4.0.

Palavras-chave: Economia Brasileira; Administração; Planejamento

1- INTRODUÇÃO

Nas comemorações alusivas ao Dia do Administrador no Brasil, inicia-se este artigo que se propõe mostrar vários problemas da economia brasileira e ao mesmo tempo estimular reflexões críticas sobre o futuro do Brasil. Mas, nos dias atuais, como projetar o futuro após a maior recessão econômica do Brasil? O primeiro passo é entender que o futuro começa hoje ao fazer uma análise acerca do ranking publicado na edição anual da Revista EXAME MELHORES E MAIORES, da editora Abril, verificando os critérios levados em consideração para atribuir às maiores empresas evidenciadas suas posições de destaque no mercado brasileiro.

Sabe-se que a globalização aproximou as economias mundiais, gerou tendências, causou a ascensão de clientes exigentes e acirrou ainda mais a competição entre empresas do mesmo segmento, no mesmo setor, na busca pelo maior lucro, crescimento nas vendas, maiores receitas, redução nos custos de produção, além de funcionários e clientes detentores de alto nível de satisfação, dentre outros fatores. Os pressupostos do tão almejado sucesso englobam grandes e complexos processos administrativos, como a tomada de decisão, por exemplo, que pode levar as empresas ao sucesso ou fracasso, em outras palavras, lucro ou prejuízo.

Mediante a atual situação da economia brasileira, marcada por uma forte crise econômica que começou no segundo semestre de 2014 e se agravou no biênio 2015-2016, além da fraca recuperação econômica de 1% em 2017, fica iminente a importância do bom desenvolvimento das empresas nos diversos setores da economia para o fomento da forte recuperação e crescimento econômico sustentáveldo País.

A revista EXAME MELHORES E MAIORES analisa 20 setores da economia brasileira: 1. Atacado; 2. Autoindústria; 3. Bens de capital; 4. Bens de consumo; 5. Eletroeletrônicos; 6. Energia; 7. Farmacêutico; 8. Indústria da Construção; 9. Indústria digital; 10. Infraestrutura; 11. Mineração; 12. Papel e celulose; 13. Química e petroquímica; 14. Saúde; 15. Serviços; 16. Siderurgia e metalurgia; 17. Telecomunicações; 18. Têxtil; 19. Transportes; e 20. Varejo.

A edição da revista EXAMEMELHORES E MAIORES aponta através de um ranking entre as 500 empresas que tiveram o maior crescimento anual na nação brasileira, assim como os fatores que as levaram a isso. Vale salientar a grande importância em conhecer esses fatores, para que micro e pequenas empresas, as quais, de acordo com o site do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE),"No Brasil existem 6,4 milhões de estabelecimentos. Desse total, 99% são micro e pequenas empresas (MPE). As MPEs respondem por 52% dos empregos com carteira assinada no setor privado (16,1 milhões)". Portanto, as MPEs podem ter bons exemplos a serem seguidos ou evitar os graves erros.

Numa entrevista ao site da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios (PEGN), o presidente do SEBRAE, Guilherme Afif Domingos (2017), ressalta que "o fato dos pequenos negócios representarem 98,5% dos empreendimentos no país e serem responsáveis pela geração de renda de 70% dos brasileiros ocupados no setor privado é prova irrefutável da importância desse segmento para a economia".

Com isso, o mercado interno como também o mercado externo exigem profissionais cada vez mais qualificados, detentores das habilidades gerenciais, tais como as habilidades técnicas, humanas e intelectuais, na busca pelo sucesso empresarial nos contextos nacional e internacional.

Técnicas administrativas são renovadas constantemente; pesquisas de mercado, políticas agressivas de crescimento no comércio exterior, aplicação de treinamento e qualificação profissional, dentre outros, são fatores indispensáveis para o crescimento corporativo. Os administradores, economistas e contadores, independente do porte das empresas que trabalham, precisam analisar constantemente o mercado no qual estão inseridos, já que este está em constante mudança, adequando-se às novas tendências, exigências e tecnologias.

Para fins deste trabalho, tem-se a seguinte problemática: Quais os dois principais indicadores analisados no Anuário Melhores e Maiores, considerados determinantes para a formulação do Ranking, verificando os anos que compreendem de 2014 a 2017?

Através do estudo da referida revista de negócios, livros, e-books e sites, a análise desses indicadores será realizada a fim de agregar conhecimentos sobre a forma de administração e ações dessas empresas na economia brasileira.

1.1 Objetivos

1.1.1. Objetivo Geral

Analisar os indicadores mais relevantes para a formulação do ranking das cinco maiores empresas do Brasil, publicado no Anuário MELHORES E MAIORES entre 2014 e 2017.

1.1.2. Objetivos Específicos

i) Elencar os indicadores verificados pela revista EXAME, dando destaque aos dois principais; e ii) Verificar as estratégias de negócios que conferem às cinco primeiras colocadas em destaque no ranking da revista EXAME.

2- METODOLOGIA

Este artigo realizará uma breve pesquisa bibliográfica com o objetivo principal de fazer uma breve análise sobre as maiores empresas do Brasil, utilizando a revista EXAME MELHORES E MAIORES, livros, e-books e sites.

Segundo Marconi e Lakatus (2010, p. 142):

A pesquisa bibliográfica é um apanhado geral sobre os principais trabalhos já realizados, revertidos de importância, por serem capazes de fornecer dados atuais e relevantes relacionados com o tema. O estudo da literatura pertinente pode ajudar a planificação do trabalho, evitar publicações e certos erros e, representa uma fonte indispensável de informações, podendo até orientar as indagações.

Este artigo possui caráter inteiramente bibliográfico, já que utiliza a revista EXAME, MELHORES E MAIORES, livros, e-books e sites para realizar todo o embasamento que justifique a classificação das cinco maiores empresas do Brasil no ranking da referida revista.

Como principal instrumento para a coleta de dados será utilizada a Revista Exame, MELHORES E MAIORES, que mostrará o caminho para o cumprimento dos objetivos deste trabalho e facilitará o entendimento das informações necessárias. Ressalta-se a importância da divulgação oficial do balanço patrimonial das 500 empresas, especialmente, das cinco maiores empresas do Brasil.

3- FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

3.1. A formulação do Ranking no anuário MELHORES E MAIORES

O Grupo Abril constitui um dos maiores e mais influentes grupos de comunicação da América Latina. Fundada em 1950, cujo presidente do Brasil era Eurico Gaspar Dutra, a companhia possui como missão, de acordo com o site do Grupo Abril:

Contribuir para a difusão de informação, cultura e entretenimento, para o progresso da educação, a melhoria para a qualidade de vida, o desenvolvimento da livre iniciativa e o fortalecimento das instituições democráticas do país.

Atualmente, por meio de empresas controladas e suas holdings, está presente nas áreas de mídia, gráfica, distribuição e logística. A marca EXAME surgiu com a publicação da revista EXAME, em 1967, em plena Ditadura Militar, sendo hoje a maior revista que fala sobre negócios no País. Uma de suas edições, realizada anualmente, é a MELHORES E MAIORES, que divulga o ranking das 500 e também das 1.000 maiores empresas do Brasil que possuíram maior crescimento no ano referente à publicação, na qual possui grande credibilidade e destaque no seu meio de atuação.

Desde 1974, a revista EXAME publica anualmente a edição MELHORES E MAIORES. Como o Brasil mudou nos últimos 44 anos. A partir de 1974, o País piorou com o dragão da inflação, o fantasma do desemprego, os espectros das dívidas externa e interna, o dinossauro da corrupção e o monstro da recessão. Ressalta-se que a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro foi de 9% em 1974 caindo para apenas 1% em 2017.

Ao longo de seus 44 anos, MELHORES E MAIORES tem acompanhado a evolução das 500 maiores empresas do Brasil diante do segundo choque do petróleo em 1979, da hiperinflação da década de 1980, do apagão de energia de 2001, da crise financeira global de 2008 e da greve dos caminhoneiros de onze dias no ano de 2018, foram momentos de grandes desafios, grandes turbulências para os empresários e suas empresas na economia brasileira.

Na edição de 2017 as empresas que encabeçaram o ranking, consideradas as cinco maiores empresas do Brasil foram: a Petrobras, no setor de energia; Petrobras Distribuidora, no setor de atacado; Ipiranga, atacado; Raízen Combustíveis, também no setor de atacado; e a Vale, na mineração. Os dois principais indicadores dessas organizações serão analisados separadamente, a fim de elucidar o problema deste trabalho.

Muitos fatores econômicos interferem no crescimento e declínio desses indicadores, como exemplos, as taxas de câmbio e de inflação, as políticas fiscal e monetária, por isso é necessário a realização da análise de SWOT (em português, Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças) e pesquisas de mercado, dentre outros fatores, o preço dos custos de produção (sobretudo, de energia elétrica).

Para a obtenção do sucesso no mundo de negócios, faz-se necessário que essas empresas detenham uma boa gestão, realizem de forma adequada as funções administrativas de planejar, organizar, dirigir e controlar, para que todos os processos sejam bem planejados e executados; além disso, os setores das empresas devem ser vistos como partes de um corpo, no qual o trabalho de um influencia os demais e, consequentemente, o desempenho de toda a organização.

Com a finalidade de elaborar o ranking das MELHORES E MAIORES, a equipe da renomada revista EXAME analisa as 500 maiores empresas instaladas no Brasil e analisa também 31 (trinta e um) indicadores de cada uma delas, a saber:

  1. ATIVO TOTAL AJUSTADO — É o total dos recursos que estão à disposição da empresa. O valor é ajustado para reconhecer os efeitos inflacionários que as empresas deixaram, por imposição legal, de considerar nas demonstrações contábeis. O valor do ativo total ajustado pode ser obtido dividindo-se o patrimônio líquido ajustado pelo endividamento geral, subtraído de 1;

  2. CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO — Representa o total de recursos de curto prazo disponíveis para financiamento das atividades da empresa. É medido pela diferença entre o ativo e o passivo circulantes;

  3. CONTROLE ACIONÁRIO — Indica o país de origem do acionista controlador. Empresas multinacionais controladas por holding constituída no Brasil são classificadas pelo país de origem do acionista controlador final;

  4. CRESCIMENTO DAS VENDAS — Mostra a evolução da receita líquida de vendas em reais, descontada a inflação média apontada pela variação do IPCA-IBGE. As empresas que não publicaram demonstrações contábeis com correção monetária integral tiveram suas as vendas atualizadas por MELHORES E MAIORES. Os valores foram convertidos para moeda de poder aquisitivo de 31 de dezembro de 2017;

  5. EBITDA — Abreviatura da expressão em inglês Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization, que significa lucro antes de descontar os juros, os impostos sobre o lucro, a depreciação e a amortização. Em essência, corresponde ao caixa gerado pela operação da empresa;

  6. EMPREGADOS — Número de funcionários na data de fechamento do balanço, normalmente 31 de dezembro;

  7. ENDIVIDAMENTO A LONGO PRAZO — Indica o quanto a empresa está comprometida com dívidas classificadas no passivo não circulante. É expresso em porcentagem, em relação ao ativo total ajustado;

  8. ENDIVIDAMENTO GERAL — É a soma do passivo circulante (isto é, dívidas e obrigações de curto prazo) com as do passivo não circulante. O resultado é mostrado em porcentagem, em relação ao ativo total ajustado, e representa a participação de recursos financiados por terceiros na operação da empresa. É um bom indicador de risco do negócio;

  9. EXCELÊNCIA EMPRESARIAL — Indicador criado por MELHORES E MAIORES. É obtido pela soma de pontos ponderados conseguidos pelas empresas em cada um destes cinco indicadores de desempenho: crescimento das vendas (peso 10), liderança de mercado (peso 20), liquidez corrente (peso 25), rentabilidade do patrimônio (peso 30) e riqueza criada por empregado (peso 15). Com relação ao quesito rentabilidade e riqueza criada por empregado, são atribuídos pontos apenas às empresas cujos índices sejam positivos. Em cada indicador, a escala de pontos iniciais vai de 10, para o primeiro colocado, a 1, para o décimo. Assim, o primeiro colocado em rentabilidade obtém 300 pontos, ou seja, os 10 pontos iniciais vezes o peso 30;

  10. EXIGÍVEL TOTAL — É um indicador derivado, obtido da multiplicação do ativo total ajustado pelo endividamento geral, sendo o resultado dividido por 100;

  11. EXPORTAÇÃO — É a parcela das vendas líquidas realizadas para o exterior, obtida a partir das demonstrações contábeis publicadas ou das respostas aos questionários pela revista;

  12. GIRO DO ATIVO — É a receita líquida de vendas dividida pelo ativo total ajustado. Mede a eficiência operacional da empresa e deve ser comparado com a margem de lucro sobre vendas;

  13. INVESTIMENTOS NO IMOBILIZADO — Considera o valor das aplicações em máquinas, equipamentos, edificações e outras que servirão para manter, renovar ou aumentar a capacidade produtiva da empresa;

  14. LIDERANÇA DE MERCADO — Expressa em porcentagem a participação da empresa no seu setor. É calculada dividindo-se as vendas líquidas da empresa pela soma das vendas das empresas do mesmo setor pesquisadas pela revista;

  15. LIQUIDEZ CORRENTE — É o ativo circulante dividido pelo passivo circulante;

  16. LIQUIDEZ GERAL — Mostra uma relação entre os recursos da empresa que não estão "imobilizados" e o total de sua dívida. É calculada pela divisão da soma do ativo circulante com o realizável a longo prazo pela soma do exigível total. Dessa divisão, obtém-se um índice. Se o índice for menor que 1, conclui-se que a empresa, para manter a solvência, dependerá de lucros futuros, renegociação das dívidas ou venda de ativos;

  17. LUCRO LÍQUIDO AJUSTADO — É o lucro líquido apurado depois de reconhecidos os efeitos da inflação nas demonstrações contábeis. Algumas empresas, mesmo sem exigência legal, calcularam e divulgaram esses efeitos mediante demonstrações complementares, notas explicativas ou resposta ao questionário elaborado por MELHORES E MAIORES. Para as empresas que não fizeram tal divulgação, os efeitos foram calculados. Nesse valor estão ajustados os juros sobre o capital próprio, eventualmente considerados como despesas financeiras;

  18. LUCRO LÍQUIDO LEGAL — É o resultado nominal do exercício, apurado de acordo com as regras legais (sem considerar os efeitos da inflação), depois de descontado o imposto de renda e a contribuição social e ajustados os juros sobre o capital próprio, se considerados como despesas financeiras;

  19. MARGEM DAS VENDAS — É a divisão do lucro líquido ajustado pelas vendas líquidas, expressa em porcentagem. Esse índice também pode ser denominado de rentabilidade das vendas;

  20. MEDIANA DO SETOR — É calculada com base nas empresas classificadas entre as 500 maiores;

  21. NOME DAS EMPRESAS — É o nome mais conhecido da empresa, que nem sempre coincide com sua razão social;

  22. PASSIVO CIRCULANTE — É um indicador obtido da multiplicação do ativo total ajustado pela diferença entre o endividamento geral e o endividamento a longo prazo. O resultado final é dividido por 100;

  23. PASSIVO NÃO CIRCULANTE — É um indicador derivado, obtido da multiplicação do ativo total ajustado pelo índice de endividamento a longo prazo, sendo o resultado dividido por 100;

  24. PATRIMÔNIO LÍQUIDO AJUSTADO — É o patrimônio líquido legal atualizado pelos efeitos da inflação. Também essa informação foi dada por parte das empresas, mesmo sem exigência legal. Para as empresas que não fizeram tal divulgação, os efeitos foram calculados pela revista, considerando-se, inclusive, os impostos;

  25. PATRIMÔNIO LÍQUIDO LEGAL — É a soma do capital, das reservas e dos ajustes de avaliação patrimonial, menos a soma do capital a integralizar, das ações em tesouraria e dos prejuízos acumulados, sem considerar os efeitos da inflação. Mede a riqueza da empresa, embora distorcida pela ausência de correção monetária desde 1996;

  26. RENTABILIDADE DO PATRIMÔNIO — É o principal indicador de excelência empresarial, porque mede o retorno do investimento para os acionistas. Resulta da divisão dos lucros líquidos, legal e ajustado, pelos respectivos patrimônios líquidos, legal e ajustado. O produto é multiplicado por 100, para ser expresso em porcentagem. Para o cálculo, consideram-se como patrimônio os dividendos e os juros sobre o capital próprio classificados como passivos;

  27. RIQUEZA CRIADA — Representa a contribuição da empresa na formação do produto interno bruto do país, já deduzida a depreciação;

  28. RIQUEZA CRIADA POR EMPREGADO — É o total da riqueza criada pela empresa dividido pela média aritmética do número de empregados, sem levar em conta eventuais serviços terceirizados. Serve para indicar a produtividade dos trabalhadores e a contribuição média de cada um na riqueza gerada pela empresa;

  29. TRIBUTOS — Inclui os impostos incidentes sobre vendas (IPI, ICMS, ISS, PIS e COFINS), tributos incidentes sobre o lucro (Imposto de Renda e Contribuição Social sobre a folha de pagamento e outros sobre atividades ou propriedades específicas);

  30. VENDAS EM DÓLARES — Foram apuradas com base nas vendas líquidas em reais, atualizadas para a moeda de poder aquisitivo de 31 de dezembro de 2017 e convertidas pela taxa de dólar do Banco Central na data, que era de 3,3080 reais;

  31. VENDAS LÍQUIDAS — São calculadas pela diferença aritmética entre o valor das vendas brutas, deduzidas das devoluções e abatimentos, e os impostos sobre vendas. 3.2. Contextualizando o mercado global

A economia global vem sofrendo drásticas mudanças em sua dinâmica, desde o final do século XVIII, com o processo de industrialização na economia mundial, com o início da Revolução Industrial na Inglaterra. Sabe-se que desde a época das grandes navegações e expedições marítimas, nos séculos XV e XVI, já visavam à expansão do comércio das potências daquela época, como Portugal e Espanha, que buscavam vender seus produtos oriundos das Índias e enriquecer com o ouro e a prata de suas colônias. A colônia mais rica de Portugal foi o Brasil por 322 anos, mas o Brasil proclamou sua independência política no dia 07 de setembro de 1822. Recentemente, os 208,4 milhões de brasileiros comemoram os 196 anos do Dia da Independência.

Mas, foi somente com a Primeira Revolução Industrial, depois a Segunda Revolução Industrial e em seguida, a Terceira Revolução Industrial, com advento do computador e da internet, bem como desenvolvimento dos meios de transportemais rápidos, mais seguros e mais baratos que a produção de diversos produtosdas empresas passaram a ser realizada em grande escala, volume e com maior variedade, com melhor tecnologia, alcançando o mercado internacional, com as exportações de bens para o resto do mundo.

Os clientes também passaram a ocupar uma nova posição na visão dos empresários: passaram a ser o cerne dos objetivos organizacionais, onde todos os esforços, alocações dos insumos e mão de obra, busca pela eficiência e eficácia, pesquisas de mercado, dentre outros fatores, são voltados à satisfação dos clientes e busca da fidelização destes. Com isso, todos os setores das empresas sofreram grandes transformações, grandes mudanças nos seus processos, que foram otimizados e são constantemente atualizados, adequando-se às novas tendências, novas tecnologias do mercado global.

São enormes os fatores que influenciam na tomada de escolha dos clientes, referente à escolha de qual produto comprar e em qual empresa investir parte de sua renda; o setor de marketing enfrenta esse grande desafio: entender o perfil dos clientes, suas aspirações, desejos e preferências. Ainda mais, as empresas passaram a ter maiores obrigações com a preservação do meio ambiente, onde devem investir na sustentabilidade de seus processos; este também constitui um fator decisivo na escolha dos clientes. Como exposto, são grandes os desafios enfrentados pelas empresas modernas; para a sobrevivência de qualquer organização, faz-se necessário que esta conheça bem seu público alvo, seus concorrentes, as fusões e as aquisições, a dinâmica do mercado em diversos setores como bens de consumo, bens de capital, serviçosou transportes, no qual está inserido e fique atento às novas tendências que surgem diariamente.

A análise de SWOT deve ser feita periodicamente, já que o mercado encontra-se em constante mudança no mundo globalizado, sobretudo com a chegada da Quarta Revolução Industrial também conhecida como a Indústria 4.0. A Indústria 4.0 promete trazer consigo a automatização da maioria dos processos de produção, o que acarretará grandes mudanças no mundo, na forma em que trabalhamos, nos relacionamos, e em nossa maneira de viver e pensar. Países desenvolvidos como, Estados Unidos da América (EUA), Alemanha e Japão têm buscado com entusiasmo a incorporação desta revolução tecnológica em sua realidade.

Segundo economistas, o impacto econômico nos próximos anos acontecerá numa proporção gigantesca, podendo agregar em média de 14,2 bilhões de dólares americanos na economia global. Entretanto, a Indústria 4.0 pode extinguir mais de 5 milhões de empregos nos países desenvolvidos e mais de 2 milhões de empregos nos países emergentes. Por este motivo, apenas pessoas dotadas da capacidade de inovação conseguirão obter benefício desta transição da indústria, adaptar-se é essencial.

3.3. Contextualizando o mercado nacional

O Brasil sofreu com a recessão econômica, onde enfrentou as quedas sucessivas do PIB de 3,5% no biênio 2015-2016. A retração econômica prejudicou muito o crescimento do setor industrial brasileiro.

Nesse cenário, a sobrevivência empresarial torna-se ainda mais difícil; os desafios são maiores; o crescente número de desempregados, crescimento da taxa de inflação que em 2014 chegou a 6,41%, conheceu seu ápice em 2015 com crescimento de 10,67%e tornou a recuar nos anos de 2016 e 2017, sendo de 6,29% e 2,21%, respectivamente, segundo os dados do Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE);além dealto índice de inadimplência (atualmente, são 63,3 milhões de consumidores inadimplentes, de acordo o SPC Brasil) podem ser indicadores determinantes para a falência, a concordata, a recuperação judicial ou a recuperação extrajudicial de muitas empresas, principalmente as de menor porte.

Portanto, é importante a capacitação dos empregados, incentivos a participação criativa dos colaboradores, além do desenvolvimento de lideranças participativas e integrativas. O empresário deve usar sua liderança para entusiasmar e motivar sua equipe de empregados e de colaboradores.

Através da análise dos dois principais indicadores das cinco maiores empresas do Brasil, torna-se importante observar como se deu a tomada de decisão, ou seja, suas estratégias de mercado, para destacar suas posições no ranking, já que o país passou pelo períodode semi-estagnação da economia em 2014, de recessão econômica no biênio 2015-2016 e de recuperação econômica em 2017.

Ressalta-se que toda crise econômica é cíclica. A crise econômica tem início, auge e fim, e o seu término no país é mais rápido com grandes investimentos do setor privado para produzir bens e oferecer serviços na economia de mercado. É a iniciativa privada que gera mais riquezas produzidas no Brasil, atualmente, a oitava economia do mundo e ao mesmo tempo a décima nação mais desigual do planeta.

A livre iniciativa cresceu muito desde 1974, o que faz com que novas empresas surjam diariamente nos três setores da economia brasileira. As empresas precisam se adequar, além do mais, devem respeitar as normas legais, os regulamentos municipais, estaduais e federais, além de realizar a prestação de contas e pagamentos dos tributos (impostos, taxas e contribuições de melhoria) cobrados.

Infelizmente, nos últimos 25 anos a carga tributária brasileira cresceu de 23,7% do PIB em 1992 para 32,4% do PIB em 2017, ou seja, um aumento assustador de 8,7% do PIB.

3.4 Definição de PIB e sua formulação no território brasileiro

Segundo o economista Paulo Sandroni (2008, p. 641), no Dicionário de economia do século XXI, o PIB (Produto Interno Bruto) significa:

Refere-se ao valor agregado de todos os bens e serviços finais produzidosdentro do território econômico de um país, independentementeda nacionalidade dos proprietários das unidades produtoras desses bens e serviços

Na obra intitulada Introdução à Economia (2012, p.63), Jefferson Mariano assim explica a formulação do PIB brasileiro:

No Brasil, devido às dimensões do país e também às diferenças regionais, o IBGE também levanta essa informação no âmbito das unidades da federação e desde 2004, também constrói esse agregado para os municípios. Assim, é possível verificar a contribuição de cada unidade da federação para o PIB do país e também no interior dessas unidades, a participação de cada município.

Isso quer dizer que, além do levante geral realizada com a análise da produção nacional, o IBGE, órgão responsável pela verificação do PIB brasileiro, também analisa de forma mais minuciosa a contribuição de cada município e cada estado no que tange a produção de bens e serviços, indicador este que permite outras análises, como a desigualdade entre os estados nacionais, e áreas que demandam maior visibilidade governamental para fomento do desenvolvimento social do País.

Para a análise aprofundada acerca dos resultados obtidos pelas empresas em questão, faz-se importante entender o desenvolvimento do PIB nacional nos anos de 2014a 2017, já que nesse período o Brasil passou por uma severa crise econômica, que retraiu o crescimento da economia brasileira.

Em 2014, o PIB brasileiro passou por um momento de quase estagnação, pois cresceu apenas 0,5%; em 2015 e 2016, o país chegou à recessão econômica, com crescimento negativo de 3,5% do PIB em cada ano; foi somente no ano de 2017 que o país apresentou uma melhora, com o crescimento positivo de seu PIB em 1%, de acordo com os dados recentes do IBGE.

4- ÍNDICES DE RENTABILIDADE

Além de saber como a empresa está se saindo em seu meio atuante e qual sua contribuição para o desenvolvimento social, produtivo e financeiro do país, a análise dos índices de rentabilidade também é importante no quesito de atrair investidores; passar confiança aos acionistas em potencial é fundamental para o crescimento da empresa e, consequentemente, da nação.

Na obra Princípios de Administração Financeira (2010, p. 58), o autor Lawrence J. Gitman define índices de rentabilidade da seguinte forma:

Há muitas medidas de rentabilidade. Tomadas em seu conjunto, essas medidas permitem aos analistas avaliar os lucros da empresa em relação a um dado nível de vendas, um dado nível de ativos ou o investimento dos proprietários.

Isso quer dizer que os custos inerentes à fabricação dos produtos ou execução dos serviços de uma empresa são analisados em detrimento do retorno obtido com as vendas, podendo inferir o desempenho organizacional em dado período de tempo.

Os índices de rentabilidade interferem diretamente no crescimento ou declínio do desemprego e geração de renda, uma vez que o crescimento dos lucros resulta, geralmente, na estabilidade e aumento no nível de empregabilidade. Além disso, reflete positivamente ou negativamente no PIB nacional, no PIB per capita brasileiro, já que um maior lucro reflete maior produção, um prejuízo significa menor produção.

Para o cumprimento da finalidade deste trabalho, o montante produto das vendas será analisado detalhadamente, ou seja, o lucro. O lucro é definido por Alexandre Assaf e Fabiano Guasti, no livro Fundamentos de Administração Financeira (2014, p. 96):

O lucro de uma empresa é apurado pelo regime de competência, ou seja, independentemente de sua geração de caixa. O lucro é entendido como de competência do exercício, podendo ou não existir em termos de caixa. As receitas e despesas incorridas no período são consideradas por sua realização, não se considerando se foram efetivamente recebidas ou pagas.

Com isso, após a apuração de todas as despesas referentes à produção ou execução do produto e serviço, subtraídas do montante advindo das vendas, o lucro pode ser determinado. Ainda há outros fatores que são deduzidos do lucro, como imposto de renda, por exemplo, e o dividendo dos acionistas, entretanto, como dito acima pelos referidos autores, para determinar o lucro da empresa em dado exercício, são levados em consideração todos os valores a receber (as vendas realizadas a prazo, por exemplo) e todas as contas a pagar, mesmo que ainda não tenham sido pagas.

4.1 Conhecendo as Cinco Maiores Empresas do Brasil

4.1.1. Petrobras

Fundada em 03 de outubro de 1953, pelo então Presidente Getúlio Vargas, a Petróleo Brasileiro S.A., a Petrobras se destaca no seu ramo de atuação. Constitui uma sociedade anônima de capital aberto, que atua de forma integrada e especializada na indústria de óleo, gás natural e energia. Atuante nos segmentos de exploração e produção, refino, comercialização, transporte, petroquímica, distribuição de derivados de petróleo, gás natural, energia elétrica e bicombustíveis.

Todavia, é importante destacar que a Petrobras vem passando por graves momentos de dificuldades, devido as propina se aos grandes desvios de recursos públicos que, atualmente, é investigada pela Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, como envolvimento de diretores, empresários e políticos de vários partidos.

Segundo o site da Petrobras, no ano de 2017 a referida empresa apresentou um prejuízo no valor de R$ 446 milhões; em comparação com o ano de 2016, o prejuízo referido foi menor, devido ao aumento das exportações de petróleo com valores mais elevados, menores gastos com pessoal, no segundo trimestre de 2017 e menores depreciações de ativos.

A Petrobras estar presente em 19 países e após a descoberta do pré-sal, uma das maiores reservas de petróleo do mundo, a empresa passou a ter um grande diferencial competitivo em relação aos seus concorrentes, produzindo em maiores escalas e com qualidade; mesmo com todos os desafios que enfrentou nos últimos quatro anos, a empresa continua encabeçando o ranking das 500maiores empresas do Brasil.

4.1.2 BR Distribuidora

Criada em 12 de novembro de 1971, a Petrobras Distribuidora S.A., a BR Distribuidora é uma empresa que atua no ramo de distribuição de petróleo e derivados.Em 1994 as empresas dos grupos Petrobras e BR se fundem, adotando o símbolo da BR em todas as empresas do novo grupo, atuando até hoje com grande representação de mercado.

4.1.3 Ipiranga

A Ipiranga Produtos de Petróleo S.A. passou por grandes dificuldades,devido as suas atividades suspensas por um período após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). O grupo surgiu em 1937, e atuou em vários segmentos, como hotéis, agropecuária, e couro, chegando a 30 segmentos diferentes. Todavia, foi no ramo da petroquímica que a Ipiranga se destacou, e sobretudo, no Atacado.

No decorrer dos anos, a empresa fez grandes parcerias, como por exemplo,com a Ultrapar, em 2008 e 2009. Atualmente, possui grande representação no segmento de combustíveis e distribuição, prestação de serviços em carros e motos, assim como atuação na internet, com o Ipiranga Web.

4.1.4 Raízen Combustíveis

A Raízen Combustíveis S.A. foi criada em 2011 a partir da junção de parte dos negócios da Shell e da Cosan, a Raízen é hoje uma das maiores empresas em faturamento no Brasil. É a principal fabricante de etanol de cana-de-açúcar do país e a maior exportadora individual de açúcar de cana no mercado internacional, além de um dos principais players na distribuição e comercialização de combustíveis no Brasil.

A Raízen Combustíveis tem controle anglo-holandês, tem cogeração de energia e com sede no munícipio do Rio de Janeiro.

4.1.5 Vale

A Vale, de 1942 até 2007 foi a Companhia Vale do Rio Doce S/A (CVRD), é uma mineradora multinacional brasileira e uma das maiores operadoras de logística do país. A Vale S.A. é uma das maiores empresas de mineração do mundo e também a maior produtora de minério de ferro, de pelotas e de níquel. A empresa também produz manganês, cobre, bauxita, potássio, caulim e alumínio. No setor de energia elétrica, a empresa participa em consórcios e atualmente opera nove usinas hidrelétricas, no Brasil, no Canadá e na Indonésia. A Vale como a Petrobras foi inaugurada pelo então presidente do Brasil, o advogado gaúcho Getúlio Vargas, em 14 de junho de 1942.

No ano de 2015, mais precisamente no dia 05 de novembro, ocorreu o maior desastre ambiental do Brasil, o rompimento da barragem do Fundão, de propriedade da Vale. A tragédia ocorreu no estado de Minas Gerais, na cidade de Mariana, uma avalanche de 55 milhões de metros cúbicos invadiu o pequeno vilarejo chamado Bento Rodrigues, deixando centenas de pessoas desabrigadas, 17 mortes e impactos ambientais em proporção tamanha que ainda não se pode calcular com exatidão.

A catástrofe poderia ter sido evitada se a empresa não houvesse ignorado os alertas de riscos de desestabilização da barragem. A Vale e a Samarco foram investigadaspela Polícia Federal e pelo Ministério Público por possuir licenças para continuar a exploração de minério mesmo com ciência dos riscos e por possuir um plano de emergência com várias falhas. Houve negligência por parte da empresa, o que acarretou consequências muito além do financeiro.

4.2 Definição dos doisprincipais indicadores

Os doisprincipais indicadores analisados pelos autores são:

• Vendas líquidas–É o indicador que apresenta o montante gerado através da realização das atividades de uma empresa. Na contabilidade, receita líquida refere-se por a receita bruta com deduções, por exemplo, custos, despesas, deduções de impostos.

• Lucro líquido ajustado– A margem de lucro bruto se dá através do cálculo seguindo a seguinte fórmula: Receita de Vendas menos Custo das Mercadorias dividido pela Receita de Vendas. Isso quer dizer que, o lucro bruto é o valor adquirido após o pagamento dos insumos necessários para fabricar produto ou prestar determinado serviço. Já a margem de lucro líquido ajustado, de acordo com Lawrence (2010, p. 59) "éa margem de lucro líquido mede a porcentagem de cada unidade monetária de vendas remanescente após a dedução de todos os custos e despesas, inclusive juros, impostos e dividendos de ações preferenciais. Quanto mais elevada a margem de lucro líquido de uma empresa, melhor".

5- ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS

Considerando que o objetivo principal deste artigo é analisar os indicadores mais relevantes para a formulação do ranking das cinco maiores empresas do Brasil, publicado no Anuário MELHORES E MAIORES, entre 2014 e 2017, foi realizado as análises das vendas líquidas e do lucro líquido da Petrobras, BR Distribuidora, Ipiranga, Raízen Combustíveis e Vale.

 
 

Observa-se no Quadro 1 os dados das cinco maiores empresas do Brasil nos últimos três anos: Petrobras, BR Distribuidora, Ipiranga, Raízes Combustíveis e Vale.

A Petrobras ficou em primeiro lugar das 500 maiores empresas do Brasil, entre 2014 e 2016, segundo a Edição Especial MELHORES E MAIORES da Revista Exame.Destaca-se que as vendas líquidas da Petrobras caíram de R$ 277,5 bilhões em 2014 para R$ 222,8 bilhões em 2016, ou seja, uma queda absoluta de R$ 54,7 bilhões e uma queda relativa de 19,72%.

A BR Distribuidora por três anos consecutivos foi eleita a segunda entre as cinco maiores empresas do País. Ressalta-se que as vendas líquidas da BR Distribuidora caíram de R$ 101,4 bilhões em 2014 para R$ 88,0 bilhões em 2016, ou seja, uma queda absoluta de R$ 13,4 bilhões e uma queda relativa de 13,21%. IPIRANGA alcançou o terceiro lugar entre 2014 e 2016 e aumentou suas vendas líquidas de R$ 60,5 bilhões em 2014 para R$ 67,6 bilhões em 2016, ou seja, um crescimento absoluto de R$ 7,1 bilhões e um aumento relativo de 11,73%.

RAÍZEN Combustíveis ficou em quarto lugar no triênio 2014-2015-2016 e aumentou suas vendas líquidas de R$ 55,9 bilhões em 2014 para R$ 61,1 bilhões em 2016, ou seja, um crescimento absoluto de R$ 5,2 bilhões e um crescimento relativo de 9,3%.

Já a VALE foi a quinta colocada entre as 500 maiores do Brasil, mas diminui as vendas líquidas entre 2014 e 2016 no valor total de R$ 1,3 bilhão.

A revista EXAME (2014) revela que em 2014, as 500 maiores empresas do País tiveram um faturamento de 854 bilhões de dólares e um lucro líquido de 21,6 bilhões de dólares.

Ressalta-se que as receitas líquidas das 500 maiores empresas do Brasil caiu de US$ 854 bilhões em 2014 para US$ 809 bilhões em 2016, além da queda do lucro líquido no valor de US$ 21,6 bilhões em 2014 para US$ 19,0 bilhões em 2016.

Destaca-se que as cinco maiores empresas do País geram muitos empregos diretos e indiretos. Todavia, o Brasil com os atuais 12,9 milhões de desempregados tem gerado os desalentados. O mercado de trabalho brasileiro tem 4,8 milhões de desalentados. Os desalentados são trabalhadores desocupados, sem esperança, cansados e desmotivados de procurar trabalho, dia após dia, deixaram de procurar vagas de emprego formal no mercado de trabalho, até nas cinco maiores do Brasil, Petrobras, BR Distribuidora, Ipiranga, Raízen Combustíveis e Vale, desde o segundo semestre de 2014 até os dias atuais. Com menos trabalhadores, as grandes empresas tendem a diminuir a produção de bens de consumo duráveis ou não duráveis, logo, lucro menor.

Gráfico 1. As Cinco Maiores Empresas do Brasil por Lucro – 2014 a 2017

 

Constata-se no Gráfico 1, o real crescimento das empresas listadas na Revista Exame. A Petrobras se encontra em recuperação após quatro anos consecutivos de perdas consideráveis. O desempenho da empresa foi afetado devido a inúmeros processos judiciais acionados por investidores norte-americanos, a Operação Lava-Jato e a adesão a programas de regularização fiscal. A empresa retomou o fôlego após uma série de medidas para redução de prejuízo, tais como: Reavaliações nos ativos da companhia, redução de despesas com pessoal, ampliação nas exportações de petróleo e elevação nos preços de venda. Logo, o lucro da Petrobras caiu de R$ 13,4 bilhões em 2014 para R$ 5,0 bilhões em 2017.

A BR Distribuidora, por sua vez, também lidou com prejuízos significativos, apesar de manter a liderança no segmento ao longo dos últimos quatro anos. A companhia definiu uma reestruturação de seu capital no mês de agosto de 2017, a estratégia possibilitou uma rentabilidade superior aos anos anteriores, revertendo o endividamento no valor de R$ 315 milhões do ano de 2016. A empresa se mostra confiante para manter o desempenho financeiro, conservando a estratégia desenvolvida. Logo, o lucro da BR Distribuidora caiu de R$ 2,1 bilhões em 2014 para R$ 1,2 bilhão em 2017.

A IPIRANGA, principal componente do grupo Ultrapar, sofreu altos e baixos no decorrer dos últimos 4 anos. A empresa apresentou crescimento após sete trimestres consecutivos de declínio, segundo relatório dados apresentados pela revista EXAME. O fator predominante para o aumento na receita liquida da companhia foi à queda nas taxas de juros que possibilitou uma melhor comercialização de vendas e serviços. Logo, o lucro da IPIRANGA despencou de R$ 3,5 bilhões em 2014 para R$ 137 milhões em 2017.

A RAÍZEN apresentou um histórico de prejuízos entre os anos de 2014 e 2017, sabendo-se que a atividade da empresa tem como principal insumo a cana-de-açúcar, um dos fatores que favoreceram o endividamento da companhia foram as condições climáticas adversas. O clima seco foi prejudicial ao desenvolvimento do canavial. O fator positivo para a estabilização da receita líquida da empresa se deu pelo aumento do preço médio do etanol e a alta nos volumes de venda. Logo, o lucro da RAÍZEN Combustíveis despencou de R$ 4,5 bilhões em 2014 para R$ 613 milhões em 2017.

A VALE apresentou seu melhor desempenho no ano de 2017, a companhia atribui seu resultado positivo as melhorias no preço internacional do minério de ferro. A empresa também divulgou que a empresa atingiu o recorde de produção do minério de ferro no mesmo ano. Em compensação, os investimentos no capital da empresa caíram atingindo o menor nível desde 2005. O fenômeno pode ser atribuído ao envolvimento da Vale no acidente em Mariana, no estado de Minas Gerais. Logo, o lucro da VALE aumentou de R$ 954 milhões em 2014 para R$ 17,6 bilhões no ano de 2017.

6- CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com base no que foi abordado neste artigo, pode-se concluir que a recessão econômica que atingiu o Brasil, em meados de 2014, e se estendeu até 2016, exigiu inovações no cenário organizacional. Deste modo, as empresas precisaram reavaliar seus conceitos e abordar novas formas para driblar todas as dificuldades que ameaçaram sua estabilidade. Destaca-se a alta concorrência nos diversos segmentos do mercado,os altos custos de produção, a alta na inflação, aliada a queda nos lucros. Os indicadores apresentados pela revista EXAME mostram que as cinco maiores empresas do País também foram, de certa forma, atingidas pela crise econômica nas vendas líquidas, com exceção da Ipiranga (dados até 2016) e da Raízen (dados até 2016) e no lucro líquido, com exceção da Vale (dados até 2017).

As micro, pequenas e médias empresas, no entanto, foram afetadas em uma proporção muito maior em comparação com as grandes empresas e multinacionais. De acordo com dados do IBGE, em média de 341,6 mil empresas fecharam no período de 2014 a 2017. Um número preocupante, levando em consideração a quantidade de empregos que deixaram de existir, causando proporcionalmente um grande impacto no consumo das famílias brasileiras.

Atualmente, o Brasil se encontra no período de recuperação econômica, este é o momento onde os empreendedores devem desenvolver ideias inovadoras, onde os atuais empresários devem ampliar seus horizontes em busca de conquistar mais espaço no mercado, os comerciantes devem buscar novos métodos de abordagem de clientes. Somente desta forma, a economia será aquecida novamente e a confiança do consumidor será renovada. Tudo isso de forma bem elaborada, pois, o planejamento é a base do sucesso. Com planejamento estratégico a empresa liderará o mercado.

Por isto, ressalta-se a importância da boa administração para a sociedade. Um bom administrador compreenderá a respeito das atividades e desafios de uma empresa, auxiliando de forma concreta na preparação da organização em que atuar. Independente do segmento, setor ou porte, a empresa de capital nacional ou de capital estrangeiro que investe em uma boa gestão de suas atividades, estará mais preparada para enfrentar os contratempos que surgirem ao longo de doze meses.

No dia 09 de setembro é comemorado o Dia do Administrador, a data foi instituída através da Resolução do Conselho Federal de Administração (CFA) nº 65/68, em 09 de dezembro de 1968 e se trata de uma homenagem a assinatura da Lei nº 4.769, de 9 de setembro de 1965, responsável por regulamentar a profissão de Administrador no Brasil. O trabalho do administrador é indispensável para a economia e para a sociedade brasileira, por isso, por um Brasil melhor, desejamos muito sucesso aos atuais e futuros administradores das cinco regiões do País, em especial, das regiões Norte e Nordeste.

REFERÊNCIAS

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Ana Carolina Carvalho de Lemos

Gabryella Andrezza Paschoal da Nóbrega

Paulo Francisco Monteiro Galvão Júnior

Graduanda em Gestão de Recursos Humanos na FATECPB. Atual presidente da Consultoria Empresarial Jr., a CONSULT IESP, a empresa júnior de Administração do IESP Faculdades. E-mail: carolinalemos17@gmail.com

Graduada em Administração pelo IESP Faculdades (2018). Graduanda em Pós-Graduação em Gestão de Pessoas no IESP Faculdades. E-mail:gabyzinha_jampa@hotmail.com

Economista (CORECON-PB 1392), Graduado em Ciências Econômicas na UFPB (1998), Especialização em Gestão de RH na FATEC Internacional (2009), Docente em Economia e Economia Brasileira nosCursos de Graduação em Administração e em Ciências Contábeis do IESP Faculdades e nos Cursos Profissionalizantes de Gestão de Recursos Humanos e de Gestão Financeira na FATECPB. E-mail: paulogalvaojr@gmail.com

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