Bolsonaro diz que participará de debates se for liberado pelos médicos

09/10/2018 - Por: adm
 
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AGÊNCIA ESTADO

O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, afirmou à Rádio Bandeirantes que pretende participar de debates de televisão no segundo turno, se for liberado pela equipe média do Hospital Albert Einstein. Também contou pretender "dar uns tiros pelo Brasil, no bom sentido", demonstrando intenção em viajar em campanha.

O presidenciável revelou que o candidato a vice-presidente na chapa, general Hamilton Mourão (PRTB), assim como o assessor econômico Paulo Guedes, não devem aparecer no segundo turno porque "não têm traquejo com a imprensa".

Na entrevista, Bolsonaro se declarou como representante de um novo jeito de fazer política, enquanto seu adversário, Fernando Haddad (PT), em sua opinião, seria o velho, "a continuidade da corrupção, o desprezo pela família, o desprezo pela educação". Segundo ele, "a garotada desaprendeu mais ainda" no período em que Haddad foi ministro da Educação, nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

"Sabemos que o Haddad tem falado com o Lula na cadeia. Hoje [segunda-feira, 8/10] está visitando o Lula novamente. Ele [vai] assinar o indulto do Lula e também vai colocar um fim à [Operação] Lava Jato", afirmou Bolsonaro à radio. O candidato petista, no entanto, já negou essa informação.

Ao comentar o grande número de votos recebidos pelo PT na Região Nordeste do país, Bolsonaro acusou, sem oferecer provas, o partido adversário de utilizar o programa social Bolsa Família para cooptar "eleitores de carteirinha".

"A maneira de arranjar recursos é combatendo a fraude, combatendo a corrupção, até mesmo dentro do Bolsa Família. Acreditamos que 30% aproximadamente são benefícios dados sem qualquer critério", acusou. "É gente que não precisa receber isso aí. Tenho dito, disse no Nordeste: vamos continuar trabalhando para lá. Combatendo a fraude, tem até como pagar um pouco melhor para essas pessoas", disse o candidato do PSL.

Recuperação

Bolsonaro afirmou ainda que está "em franca recuperação" física, o que vai permitir que faça campanha pelo Brasil. "O problema que eu teria é, no meio do povo, receber uma cotovelada, um abraço muito forte… Foram duas cirurgias de vulto, em que tudo colocado para fora do abdômen foi para dentro novamente. Mas estou me sentindo bem. Acredito que esteja com 60% da parte física em dia. A parte mental está boa. Então, tá tranquilo", destacou.

O presidenciável complementou, em seguida, que a decisão será da junta médica do Hospital Albert Einstein, na próxima quarta-feira (10). Desde que foi esfaqueado durante campanha no município de Juiz de Fora (MG), Bolsonaro passou a se comunicar com os eleitores via redes sociais.

Apoio

O candidato do PSL ainda agradeceu o apoio das lideranças evangélicas e lamentou a derrota do candidato à reeleição ao Senado Magno Malta (PR-ES), a única derrota de "peso" entre os aliados, em sua opinião. Mais uma vez, ele defendeu o corte no número de deputados federais, mas negou que tenha intenção de fechar o Congresso.

"Vamos ter uma bancada orgânica bastante grande, além dos simpatizantes. O que pregamos por anos pelo Brasil e depois em Brasília foi bem aceito pela sociedade. A sociedade quer mudança", destacou.

Entre possíveis ministros, citou apenas o nome do tenente-coronel e astronauta Marcos Pontes – que, assim como Malta, chegou a ser cotado a vice na chapa de Bolsonaro. A vaga, por fim, ficou com o general Hamilton Mourão que, como o assessor econômico Paulo Guedes, não deve aparecer no segundo turno, porque "não tem traquejo com a imprensa", segundo Bolsonaro.

No domingo (7), Mourão, mais uma vez, teve que voltar atrás e se explicar pela afirmação de que o neto é bonito por ser fruto de um "branqueamento da raça". Depois dos efeitos negativos na imprensa e redes sociais, Mourão afirmou ter feito apenas uma "brincadeira".

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